Logo depois da fundação da cidade do Rio de Janeiro, Estácio de Sá iniciou a distribuição de sesmarias no lado oriental da baia de Guanabara. E o fez, justamente, pela região de São Francisco, por um motivo muito simples: Já existia, anterior ao próprio descobrimento, a trilha indígena que levava a Itaipu, e daí, costeando sempre o litoral, a Cabo Frio, Campos e Espírito Santo. É a mais antiga via de Niterói ainda utilizada, conhecida desde os tempos imemoriais como Estrada da Viração, embora o vereador Ari Vasconcelos lhe desse em 1959 o nome de Nossa Senhora de Lourdes, achando que "Viração", como a própria estrada, tinha duplo sentido. Mesmo ano de 1959, outra implicância. Entendendo que Saco de São Francisco pegava mal, o vereador José Paez defende a mudança do nome para São Francisco da Guanabara. Argumentava que o bairro estava em franco desenvolvimento, em pouco podendo se igualar ao Leblon ou Copacabana, e por isso não comportava o ridículo da denominação atual. O projeto foi arquivado, mas em 1972 o termo "saco" foi retirado por proposta do vereador Sérgio Chacon. O prefeito Jorge Silveira restaurou a denominação original, sancionando em 1989 uma lei de autoria do vereador Pedro Genn. Trinta anos de briga errada errada por um termo, politicamente, ou geograficamente correto.
Fonte: Conversas sobre o Saco de São Francisco
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